Polícia Militar do Estado de São Paulo completa 188 anos

Valor histórico da Instituição para a segurança pública transcende as fronteiras do Estado

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Uma reunião do conselho da então província de São Paulo, realizada em 15 de dezembro de 1831 e presidida pelo Brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar, é reconhecida como data de criação da instituição de segurança pública que, desde 9 de abril de 1970, responde pelo nome de Polícia Militar do Estado de São Paulo.

A Instituição possui um valor histórico não apenas para o Estado de São Paulo – defendido por ela durante a Revolução Constitucionalista de 1932 – mas também para o país, quando 79 de seus homens foram à Itália integrando a Força Expedicionária Brasileira, durante a Segunda Guerra Mundial.

Atualmente, a Polícia Militar é composta por 86 mil integrantes e atua em todo o Estado de São Paulo, no combate à criminalidade, com o intuito de aumentar a percepção de segurança e reduzir os indicadores criminais. “Para se tornar um ótimo policial militar é preciso ser corajoso, altruísta e inteligente”, afirma o tenente Maxwel Celestino de Souza

Além do combate ao crime e da proteção aos cidadãos, também é atribuição da PM garantir o cumprimento das Leis e a preservação da Ordem Pública. Para tal, a Polícia Militar é integrada por batalhões especializados, como os de Policiamento de Choque e Ações Especiais, Corpo de Bombeiros e por unidades focadas nos policiamentos Rodoviário, Ambiental, de Trânsito e Radiopatrulha Aérea.

“A Polícia Militar serve a todos os segmentos da sociedade. Sua atuação garante a primeira etapa de garantia do cumprimento às leis, respeitando os princípios do estado de direito, como a democracia, direitos humanos, tranquilidade e paz social. São milhares as intervenções com excelência no atendimento ao cidadão, realizando muitas ações de cunho social, como partos e resgates. Diariamente, são diversas vidas salvas decorrentes das ações da PM”, afirma o Tenente  Alexandre David de Souza Guedes.

Números expressivos

Entre janeiro e outubro de 2019, a Polícia Militar do Estado de São Paulo foi responsável pela realização de 28 milhões de intervenções em todo o Estado. Mais de 120 toneladas de drogas foram apreendidas, 137 mil pessoas presas e 41 mil veículos recuperados. O telefone de emergência (190) atendeu a 18 milhões de chamadas no período. Além disso, oito mil armas de fogo foram retiradas das ruas.

Os números acima contribuem para a redução dos indicadores criminais em todo o Estado de São Paulo, como resultado da integração com os demais órgãos de segurança, como a sinergia coexistente com as polícias Civil e Técnico Científica, do que resulta na redução dos homicídios no Estado, em 80%, nos últimos 20 anos.

 Atualização

A Polícia Militar do Estado de São Paulo integra programas e seminários realizados por agentes públicos de segurança em todo o mundo. Apenas em 2019, dezenas de policiais militares integraram intercâmbios e participaram de palestras realizadas nos Estados Unidos e China.

Apenas neste ano, a Polícia Militar passou a contar com 3,7 mil novas viaturas, adquiridas pelo Governo. Estas unidades de trabalho policial-militar estão sendo distribuídas em todas as regiões do Estado de São Paulo.

O arsenal bélico também foi atualizado por meio da aquisição de 40 mil novas pistolas semiautomáticas, calibre  “.40”, e estão em andamento os processos licitatórios para a compra de 1,3 mil fuzis entre modelos calibre .7,62 e .556.

As aquisições fazem parte de um programa de modernização estruturada pelo Governo do Estado de São Paulo, Secretaria da Segurança Pública e Polícia Militar, que prevê a realização de 11 licitações internacionais para compra de armamentos com tecnologia de ponta para a PM.

Estão previstas ainda licitações para compra de 10 metralhadoras leves, 1 mil submetralhadoras, 4 mil coletes de proteção balística, dois fuzis de precisão “sniper”, e munições, tanto para os fuzis de precisão quanto para calibre .12. “Esta política de segurança objetiva que a Polícia Militar do Estado de São Paulo seja uma referência internacional tanto na adoção de boas práticas quanto na qualidade de seus equipamentos”, explica o tenente-coronel Marco Valério, do Centro de Material Bélico da Polícia Militar.


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